Linha 22–Marrom: as 19 estações e os impactos na Raposo Tavares

Estação Sumaré da Linha 2-Verde, futura integração prevista da Linha 22-Marrom

A futura Linha 22–Marrom é um dos projetos de mobilidade mais relevantes para o eixo da Raposo Tavares. O estudo ambiental mais recente prevê uma ligação subterrânea entre Sumaré, na capital, e o Terminal Cotia, passando pela USP, Rio Pequeno, Osasco e Granja Viana.

Linha 22–Marrom em números

  • Extensão estudada: aproximadamente 31,3 km.
  • Estações previstas: 19.
  • Trajeto: São Paulo → Osasco → Cotia.
  • Objetivo: criar uma alternativa de alta capacidade ao corredor da Raposo Tavares.
  • Fase atual: estudos ambientais, sondagens e desenvolvimento do projeto básico; ainda sem data oficial de operação.
Congestionamento em São Paulo como ilustração da saturação viária no eixo metropolitano

Uma alternativa real à Raposo Tavares

A linha não elimina o trânsito, mas pode retirar parte das viagens feitas exclusivamente de carro ou ônibus.

  • Deslocamentos mais previsíveis nos horários de pico.
  • Menor dependência de um único eixo rodoviário.
  • Integração de ônibus locais com as estações.
  • Mais acesso a emprego, estudo e serviços.

Lista completa das 19 estações previstas

O traçado abaixo segue o Estudo de Impacto Ambiental emitido em janeiro de 2026. Os nomes ainda podem ser ajustados durante o projeto.

São Paulo — 10 estações

  1. Sumaré
  2. Cardeal Arcoverde
  3. Faria Lima
  4. Hebraica–Rebouças
  5. Vital Brasil
  6. USP–Praça do Relógio
  7. Hospital Universitário
  8. Rio Pequeno
  9. Jardim Sarah
  10. Reserva Raposo

Osasco — 2 estações

  1. Cohab Raposo Tavares
  2. Santa Maria

Cotia — 7 estações

  1. Granja Viana
  2. São George
  3. Cotia–km 26
  4. Parque Alexandra
  5. Sabiá
  6. Portão
  7. Terminal Cotia
Estação Sumaré da Linha 2-Verde, futura integração prevista da Linha 22-Marrom

Sumaré e as integrações no centro expandido

No lado paulistano, a Linha 22 aproximaria o eixo da Raposo Tavares de áreas onde já existe grande concentração de empregos e serviços.

  • Sumaré: conexão prevista com a Linha 2–Verde.
  • Faria Lima: conexão prevista com a Linha 4–Amarela.
  • Hebraica–Rebouças: conexão prevista com a Linha 9–Esmeralda.
  • Mais distribuição de passageiros pela rede.
Campus da Universidade de São Paulo no Butantã, região prevista no eixo da Linha 22-Marrom

USP, hospitais e educação mais acessíveis

Duas paradas dentro do eixo universitário — USP–Praça do Relógio e Hospital Universitário — podem facilitar a rotina de estudantes, trabalhadores e pacientes.

  • Acesso direto ao campus do Butantã.
  • Conexão com serviços de saúde e pesquisa.
  • Menos dependência de ônibus em trajetos longos.
  • Maior integração entre Cotia, Osasco e a capital.
Rua no centro de Cotia, município previsto como terminal da Linha 22-Marrom

De Santa Maria até Cotia

No trecho oeste, a linha atende áreas hoje fortemente dependentes da Raposo Tavares. Santa Maria aparece oficialmente entre as 19 estações.

  • Mais conexão para moradores de Osasco e Cotia.
  • Possível reorganização das linhas municipais e intermunicipais.
  • Estímulo ao comércio próximo dos futuros acessos.
  • Viagens regionais com tempo mais previsível.

O que pode melhorar ao redor das estações?

Comércio e serviços

Mercados, farmácias, alimentação, clínicas e serviços tendem a acompanhar o aumento da circulação.

Espaço urbano

Calçadas, iluminação, acessibilidade, travessias e integração com ônibus ganham importância.

Mercado imobiliário

A proximidade do transporte pode aumentar procura por moradia e locação, mas valorização nunca é automática.

Residencial das Flores dentro desse cenário

O Residencial das Flores está em Santa Maria, bairro incluído no traçado oficial estudado. Isso cria uma perspectiva positiva de longo prazo, mas a compra precisa fazer sentido com o que existe hoje.

  • Plantas de 32 m², 35 m² e 42 m².
  • Opções de um ou dois dormitórios.
  • Alternativas com e sem vaga.
  • Condições voltadas ao primeiro imóvel.

O ponto correto: a futura estação Santa Maria é um potencial benefício adicional. Local exato dos acessos, cronograma e execução ainda dependem do avanço oficial do projeto.

O que acompanhar antes de contar com a linha

  • Licença ambiental e conclusão do projeto básico.
  • Editais, contratação e início efetivo das obras.
  • Localização definitiva das estações e acessos.
  • Integração com ônibus e intervenções no entorno.
  • Cronograma oficial — não estimativas de mercado.
Fontes e créditos das imagens

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